
Histerectomia
Cirurgia de retirada do útero e seus anexos
O que é histerectomia?
A histerectomia é uma operação cirúrgica ginecológica que efetua a remoção do útero. O procedimento é usado tanto para evitar quanto para amenizar a propagação do câncer de colo de útero, além de tratar outros problemas, tais como:
- Mioma (tumor formado a partir de tecido muscular) uterino;
- Dor pélvica;
- Sangramento uterino anormal;
- Endometriose (anormalidade em que há presença da mucosa que reveste a face interna do útero fora da cavidade uterina);
- Prolapso uterino (condição em que o útero se move para o interior da vagina devido ao enfraquecimento dos músculos que o suportam);
- Dependendo do caso, ela pode também incluir a retirada dos anexos uterinos (trompas adjacentes e ovário), principalmente em situações de endometriose grave e câncer avançado.

Não existe um CID específico para histerectomia, pois não é uma doença. Mas o CID para as doenças que levam à necessidade de uma histerectomia são N99.3 para prolapso de cúpula de vagina pós-histerectomia, e O82.2 para parto por cesariana para histerectomia.
O preço da operação varia muito por ter vários tipos e maneiras de ser realizada. Em geral, o valor da histerectomia laparoscópica e robótica são mais altos. A histerectomia abdominal custa, em média, R$10mil e a histeroscopia vídeo assistida, R$18mil.
O preço da operação varia muito por ter vários tipos e maneiras de ser realizada. Em geral, o valor da histerectomia laparoscópica e robótica são mais altos. A histerectomia abdominal custa, em média, R$10mil e a histeroscopia vídeo assistida, R$18mil.
Tipos de Histerectomia

Histerectomia parcial (histerectomia subtotal)
Apenas o corpo do útero é removido. Nesse caso, em que o colo do útero não é retirado, ainda é necessário fazer o exame de Papanicolau regularmente.
Histerectomia total
O corpo e o colo do útero são retirados.
Histerectomia radical
Também chamada de histerectomia total ampliada, histerectomia total com anexectomia uni ou bilateral ou cirurgia de Wertheim-Meigs, nesse tipo de histerectomia há a remoção tanto do corpo quanto do colo do útero, dos ligamentos do órgão ou trompas de Falópio (salpingectomia), dos ovários (ooforectomia) e do tecido da vagina em torno do colo do útero. Geralmente é realizada quando existe uma neoplasia maligna (câncer) em estágio avançado.
Essa classificação atua decisivamente na maneira de como a cirurgia será realizada.
Como é realizada a cirurgia
Quem efetua a operação é um médico-cirurgião ginecológico, mas médicos cirurgiões também são habilitados. Nos casos em que a histerectomia seja necessária por neoplasia (câncer), a operação é normalmente realizada por cirurgiões oncológicos.
Todos os tipos de cirurgia são de médio ou grande porte, e devem ser realizados nos centros cirúrgicos de hospitais. Essas cirurgias duram, em média, 2 horas, mas varia de acordo com a intensidade das complicações.
As maneiras de realizar o procedimento são:
Histerectomia vaginal
O cirurgião separa o útero de seus anexos e, em seguida, o retira através da vagina. A condição para que a cirurgia seja realizada desta maneira é a de que o útero não apresente variação de tamanho. O desconforto, nesse caso, é menor e a recuperação é mais rápida. O tempo de internamento é de 1 a 2 dias e o de recuperação é de 2 a 3 semanas.
Histerectomia laparoscópica
São realizados pequenos cortes de 5 a 10 mm na região abdominal ou na vagina (histerectomia laparoscópica vaginal). O médico que realiza o procedimento utiliza instrumentos longos e finos através desses cortes, e tem a ajuda de uma câmera acoplada a um telescópio. O útero é, então, removido, também pela vagina, em pedaços menores (morcelamento), assim como na histerectomia vaginal. O tempo de internamento é de 1 a 2 dias e o de recuperação é de 2 a 3 semanas.
Histerectomia robótica
É utilizada uma tecnologia 3D, visão de alta definição e braços robóticos que proporcionam uma alta precisão no procedimento. Diferencia-se da histerectomia laparoscópica por serem esses "robôs" que realizam a operação, enquanto o médico cirurgião assiste através de um monitor. O tempo de internamento é de 1 a 2 dias e o de recuperação é de 2 a 3 semanas.
Histerectomia abdominal
O útero é removido através de uma incisão vertical ou horizontal no abdômen. Embora cause mais desconforto e dor e exija mais tempo de recuperação, esse método é inevitável quando o volume uterino estiver maior devido a tumores e pólipos. O tempo de internamento é de 4 dias e o de recuperação é de 6 semanas.

Atenção!
Em alguns casos, o médico pode achar necessário mudar de histerectomia vaginal para histerectomia abdominal. A cirurgia mais utilizada é a abdominal, por facilitar a visualização da área pelo cirurgião, identificando melhor os tecidos e órgãos afetados.
Quais sintomas e patologias podem exigir uma histerectomia?
Estima-se que 16% das histerectomias são consideradas desnecessárias. Portanto, ela deve ser a última opção possível, ou seja, só deve ser realizada quando outros tratamentos não surtirem efeito e não houve outra opção menos invasiva e mais barata.
Ela é indicada para mulheres que apresentam complicações na região pélvica, como:
- Câncer do útero ou do ovário (ou como preventivo);
- Displasia (desenvolvimento anormal dos tecidos) cervical;
- Leiomioma ou fibromioma uterino (aparecimento de tumores não cancerosos no útero);
- Sangramentos anormais ou hemorragias incontroláveis;
- Crescimento não maligno do útero e dos anexos;
- Dor pélvica crônica;
- Prolapso pélvico (falha na sustentação dos órgãos pélvicos);
- Infecção pélvica severa;
- Placenta percreta (implantação profunda da placenta na parede uterina);
- Adenomiose ou outra endometriose severa;
- Cirurgia de adequação sexual (feminina para masculina);
- Algum outro dano irreparável ao útero.
Quando se trata de condições malignas, a histerectomia normalmente será total ou radical.
Este artigo foi extraído do site Minuto Saudável e pode ser acessado clicando aqui
O que é Salpingooforectomia?
As tubas uterinas (ou trompas de Falópio) são dois tubos de cerca de 10 cm que se localizam um de cada lado do útero e conduzem os óvulos produzidos nos ovários até esse órgão. É nas tubas que ocorre a fecundação.
A Salpingooforectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção destas tubas e dos ovários.